sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Visitando o Eixo II
Durante esta semana pude rever e reviver as atividades e aprendizagens obtidas no segundo semestre deste curso. Visitando as interdisciplinas que fizeram parte deste eixo encontrei na Interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na perspectiva histórica um texto bem interessante de Manuel Jacinto Sarmento e Manuel Pinto, que aborda o seguinte tema: As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo.
Meu objetivo era encontrar algo que me ajudasse na realização do meu TCC, que têm a seguinte questão: Durante as brincadeiras, como a intervenção do professor pode auxiliar na formação do sujeito?
O texto, de difícil compreensão, ajudou-me a refletir sobre como a infância vem sendo compreendida.
De modo geral, mostrou como os adultos conseguem pensar e criar leis que protegem a infância, sendo que ao mesmo tempo criticam as crianças quando se comportam com infantilidade, os adultos ao mesmo tempo que mandam as crianças brincar e acreditam que isso é importante para o desenvolvimento delas não compreendem o porque não param de brincar quando são mandadas parar.
Os autores destacam ainda que entre os direitos das crianças e da infância é possível encontrar: O direito a proteção, a provisão e a participação, mas que dentre estes o que menos é aplicado é o direito a participação. Como, diante das limitações da idade, podemos deixar que exerçam o direito a participação? Acredito que quando pensamos em estabelecer um desenvolvimento infantil através do brincar, este que faz da criança autônoma no seu processo de desenvolvimento estamos tentando deixar que exerçam a participação. Acredito que na educação infantil o brincar garante as crianças a participação efetiva no seu desenvolvimento.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

M
Miguel Arroyo - Uma breve reflexão sobre a cultura do professor
Revendo o que foi estudado no Eixo I, na Interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo me deparei com o texto "Certezas nem tão certas", escrito por Miguel Arroyo, retirado do seu livro Ofício de Mestre que me fez refletir sobre a resistência estabelecida pelos educandos às novas práticas educacionais.
No texto o autor aborda a postura ética do professor criticando profundamente as dificuldades expressadas pelos profissionais da educação quanto a compreensão e aplicação das mudanças necessárias na prática docente, referindo-se principalmente a avaliação, a reprovação e a organização da escola.
O autor explica que o professor ao longo dos anos foi formando uma cultura que o sustentou por muito tempo, cultura esta que o deixava seguro, crenças e valores que jamais eram levados a discussão, simplesmente eram repetidos anos após anos. Porém em meados do século XX é possível observar uma crise no sistema educacional. Esta crise situa-se até a atualidade e provoca muito desconforto, insegurança e medo nos educadores. Ha muitas tentativas de estabelecer novos métodos de ensino, de avaliação, de planejamento que vira e mexe estão enraizados ao antigo modelo e isto ocorre por medo, medo de não se reconhecer a identidade do professor, medo de não conseguir exercer a função garantindo a disciplina, enfim, medo de não entender/compreender o sentido da profissão.
Durante o meu estágio resisti ao aplicar a metodologia dos PAs, pois considerava e ainda considero um tanto quanto difícil para a educação infantil, porém deixei o tempo passar e não me arrisquei a pensar em adaptar esta metodologia para utilizá-la com o grupo que estava trabalhando. Neste sentido agi assim como nos diz Miguel Arroyo, com medo, agarrei-me as certezas que protegiam minha tranquilidade, mas ao contrário dos relatos do autor, não dormi em paz com a minha consciência, hoje tenho ainda a dúvida se é possível ou não desenvolver PA com crianças da educação infantil.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

INICIANDO A PRODUÇÃO DO TCC
Realizei o meu estágio com uma turma de Pré Escolar (5 anos) e durante todo o período que fiquei com a turma pensava em dedicar-me no TCC para o estudo da importância do brincar (livremente, de forma dirigida, jogando) na Educação Infantil.
A inquietação por este tema surgiu da minha resistência, sabia da importância do brincar, mas as vezes me pegava pensado que poderia se tornar "perda de tempo".
Cheguei muitas vezes voltar a interdisciplina de Ludicidade com o objetivo de compreender o sentido do brincar para o desenvolvimento infantil, ou ainda da postura do professor quanto as intervenções durante as brincadeiras.
Durante umas duas semanas levei muitas atividades para os alunos e reduzi o tempo em que brincavam na sala. Aos poucos fui percebendo que estava muito difícil de trabalhar com eles e que faltava alguma coisa que os envolvesse nas atividades. Foi quando mudei minha postura dentro da sala de aula, deixei de querer ser a "PROFESSORA" que estava ali para "ENSINAR" e passei a brincar com eles. Percebi que a aula necessitava ser prazerosa, que a fantasia tinha mais valor do que o ABC, enfim, como nos diz Tânea Fortuna (2000) é preciso que saibamos brincar.
A partir daquele momento estabeleci outro tipo de relação com a turma, passei a ouvir mais, a sentar no tapete e brincar, a realizar passeios, saídas de campo e as atividades que levava envolviam sempre uma brincadeira, um jogo, algo que os envolviam.
Ontem na aula presencial com as orientadoras do TCC percebi que muitas de minhas colegas também queriam realizar um trabalho voltado para o brincar, o que não é estranho, visto que isto é a base da educação infantil.
Outro tema que considero interessante e que esteve presente na minha prática foi a questão da minha mudança de postura, então pensei em realizar algo relacionado a "postura do professor frente a educação infantil, ou a postura do professor de educação infantil na formação de sujeitos autônomos". Bem, estou bastante confusa, não sei bem ao certo o que irei fazer, se existem referenciais teóricos para estes temas, vou continuar pesquisando e logo retorno com novidades.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

UMA ATITUDE FRENTE A VIDA E AO MEIO AMBIENTE
A vida na Terra é possível graças a existência de uma camada de gases que rodeiam o planeta. Esta camada é chamada de atmosfera. Ela permite conservar e distribuir parte do calor que os raios solares proporcionam, atenuar a diferença de temperatura entre o dia e a noite e atuar como escudo impedindo a radiação direta. No entanto, o estilo de vida e o modelo de produção industrial impostos em todo o mundo estão produzindo um desequilíbrio nos gases da atmosfera. Começa então a surgir, o aquecimento global, o degelo das calotas polares, a poluição do ar, as doenças entre outros. E nós? De que forma estamos percebendo os efeitos das mudanças climáticas? O que fazemos em relação ao maior problema ambiental da atualidade? Qual meu papel como educadora perante esta situação?
Acredito, que os primeiros anos de vida são os mais favoráveis para ensinar e formar valores e atitudes, sendo que estes valores determinam os comportamentos éticos e morais do sujeito. Assim, se quisermos que as próximas gerações respeitem o Planeta Terra, devemos incluir propostas de atividades sobre o estudo da natureza e a relação com ser humano já na Educação Infantil.
Algumas atividades lúdicas podem ser muito importantes e ter grande significado na vida de uma criança. Uma delas é o conhecimentos por meio de experiências corretas da natureza e dos problemas que estão afetando e outra é a ressignificação de materiais por meio da reutilização.
A primeira consiste em passeios, exploração dos ambientes, cultivo de horta, iniciativas contra a poluição, produção de lixo... E a segunda é o uso de materiais alternativos "sucata" como material didático.
Parece pouco, mas estas atividades mostram as crianças uma vida mais sustentável, o valor da conservação, do respeito a tudo o que nos serve. O que perdeu sua primeira utilidade, poderia ser transformado em brinquedos, jogos e não se tornar lixo. Neste caso, não precisariam ser comprados tantos materiais pedagógicos, por exemplo. Cultivar uma horta na escola mostraria para os alunos a importância da produção familiar como forma de promover a agricultura sustentável e e diminuir o consumismo, além de obter uma alimentação mais saudável, sem contaminates químicos.
Assim, além de sua dimensão econômica e ecológica, a reciclagem, a produção sustentável, a preservação e a ressignificação portam valores psicológicos, fisiológicos e pedagógicos.
Durante toda minha prática pedagógica foquei meus objetivos e planejmentos visando conhecer meios alternativos para se obter qualidade de vida. Para isso, os alunos se envolveram em atividades que os faziam refletir sobre a forma como cuidamos do nosso corpo, da nossa alimentação, dos nossos sentimentos... Com certeza este é um tema a ser refletido por toda a vida, mas fico feliz em ter podido oferecer aos meus alunos um espaço onde construímos juntosconseitos e significados sobre este tema.
O ATO DE BRINCAR NO COTIDIANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL
De certa forma, podemos observar que os educandores reconhecem o quanto é importante o ato de brincar na Educação Infantil, percebendo seu papel na construção do Eu e das relações interpessoais. No entanto, se verificarmos o cotidiano escolar, ainda encontramos muita recistência na prática destas atividades. Pois ainda hoje se discute a "posição" do Brincar e do Estudar.
Esta dita posição deve ser reavaliada, pois o brincar não está em apenas recrear-se, brincando a criança comunica-se consigo e com o mundo e neste ato representa o contexto em que está inserida.
Além disso, nós professores, que realizamos nosso trabalho pedagógico na perspectiva lúdica observamos a criança brincando e fizemos disso uma ocasião para definir novas propostas de trabalho. Vemos que o verdadeiro jogo é aquele que dá espaço para a ação do jogador, para a investigação, para o estímulo psicomotor e mental.
Acredito que ao brincar, ocorra todo um processo de troca, partilha, confronto e negociação, desequilíbrio e equilíbrio, conquistas coletivas e individuais. Assim, este ato proporciona o prazer e o conhecimento.
Em síntese, além de proporcionar diversão, o ato de brincar pode representar desafios e provocar o pensamento reflexivo.

domingo, 25 de abril de 2010

PERÍODO DE ADAPTAÇÃO
Estou estagiando em uma escola de educação infantil e assim como as crianças quando chegam na escola precisam de um tempo para adaptação para se identificar com o novo ambiente, com as novas relações, eu, durante estas duas semanas passei por esta experiência, estava me adaptando a tudo de novo que está acontecendo. Passei a entender melhor os sentimentos das crianças que chegam na escola tão pequenos e indefesos, deixando em casa o aconchego e a segurança do lar.
Nós, alunos da UFRGS não deixamos nada para trás, pelo contrario, acumulamos conhecimentos e experiências que nos ajudarão neste momento, porém, mesmo sabendo e reconhecendo esta bagagem cabamos nos sentido indefesos, inseguros, queremos fazer o melhor e aplicar o que sabemos, mas tememos não conseguir.
Estas duas semanas de adaptação me oportunizaram conhecer melhor a turma, a regente da turma e a escola. A cada dia que passou foi possível compreender um pouco melhor como é trabalhar com crianças tão pequenas, que adoram brincar e ouvir histórias. Esta experiência está sendo fantástica.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Início de Semestre - Início de Estágio
Iniciando o oitavo semestre deste curso sinto-me, mais do que nunca, preocupada. Há alguns dias estarei em sala de aula realizando o estágio, colocando em prática tudo o que estudamos ao longo destes quatro anos.
Não tenho experiência profissional na área e isso me encomoda, pois quero formar sujeitos autênticos, autônomos, pesquisadores, insaciáveis e não sujeitos que reproduzem o que ouvem, lêem. E me pergunto: Será possível fazer a diferença na vida destas crianças? Como? Como ajudá-los a descobrir, redescobrir, recriar, reinventar o mundo? Que meios utilizar? Acredito que a experiência ajudaria neste momento!
Sei que a docência é uma prática que tanto pode levar o sujeito a buscar mais e mais, a querer construir, ou pode levar o sujeito a desistir, a não sentir prazer em aprender, a aceitar tudo que existe sem prever alternativas de modificação, de novas visões, entendimentos. Quero ser uma professora que saiba ver, ouvir, sentir os desejos, anseios dos alunos. Que consiga motivá-los e desperte neles o prazer por serem responsáveis pelo próprio desenvolvimento. Quero ser mediadora.