terça-feira, 14 de dezembro de 2010

EIXO VII - PLANEJAMENTO
Ao visitar as interdisciplinas do eixo VII deste curso deparei-me com a interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação que me fez refletir sobre minha mudança de postura durante meu estágio curricular e que faz parte dos meus estudos no TCC. Ao reler o texto: Planejamento: em busca de caminhos de Maria Bernadete Castro Rodrigues pude repensar minha prática considerando este referencial teórico.
Ao iniciar meu estágio com uma turma de pré escolar tinha meus planejamento muito organizados e tinha sempre a intenção de aplicá-lo todo, sem muitas mudanças, queria ter domínio total sobre a situação. Conforme os dias foram passando percebi que não estava conseguindo envolver meus alunos, que estavam dispersos, sem interesse no que eu oferecia. Passei então a refletir sobre minha prática e observar mais como se dava o trabalho dos outros profissionais, já mais experientes. Passei a observar os alunos e percebi que o que os envolvia era o brincar livre, sem objetivos finais, mas o prazer de realizar a atividade em si. Percebi então que meu planejamento estava sendo autoritário. Ao mesmo tempo em que eu queria formar alunos autônomos eu usava do autoritarismo e impedia que eles fossem autônomos, autonomia está que para Constanci Kamii (1988) é construída na interação sem repressão, sem imposição.
Tinha um currículo para seguir, e ao mesmo tempo o desejo de envolver meus alunos e propiciar aulas prazerosas, então decidi unir o brincar, que é considerado por Smith (2006) como o trabalho infantil, a minha mediação como forma de promover este brincar, tornando-o mais maduro, promovendo consequentemente o desenvolvimento dos alunos. Para Maria Bernadete Castro Rodrigues toda ação pedagógica deve estar sustentada por pressupostos teóricos que explicitem concepções, sendo o planejamento a busca de aliar o "para quê" ao "como". Então, o planejamento estruturado é importante desde que dê espaço para o novo, para o inusitado.
EIXO VI

Visitando as interdisciplinas que fizeram parte do sexto semestre deste curso encontrei na interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais um relato importante da experiência vivenciada por Jen Itard (Médico) na tentativa de educar e reintegrar a sociedade um mnino com hábitos selvagens, encontrado na França no final do século XVIII. O texto retirado da III Conferência de Pesquisa Sócio-Cultural descreve como se deu o envolvimento do governo e dos pesquisadores da época na tentativa de garantir a integridade desta criança, oferecendo-lhe então um local para ficar onde receberia cuidados e faria parte de um estudo sobre o comportamento humano, na tentativa de educá-lo. Os estudos realizados com o menino, que inicialmente foi considerado surdo e mudo, condição atribuída inicialmente a falta de convívio com a civilização, são utilizados até os dias de hoje como base para novos estudos no campo educacional.
Itard com todo seu conhecimento sentiu dificuldades em utilizar métodos que fossem eficaz e viessem a garantir a educação desta criança. O pesquisador confessou em um de seus relatos que houve mais dificuldades devido aos desacertos dele enquanto professor do que do menino enquanto aprendiz. Considerando isso fico a pensar como, com a formação básica que temos na área da educação especial conseguiremos promover o desenvolvimento de nossos alunos tendo que cumprir currículos estagnados, onde todos devem chegar a uma média preestabelecida? É necessário pensar em uma educação para todos, onde se evidencie as peculiaridades, a cultura de cada sujeito.
Bem, hoje após ter revivida os estudos desta interdisciplina, de ter vivenciado a experiência do estágio percebo que necessidades educacionais especiais podem ou não estar relacionadas com deficiências físicas. No caso do menino selvagem ele tinha uma deficiência auditiva que unida a falta de convívio com a civilização por um período longo de tempo o tornou mudo. Mas existem casos de crianças que não sofrem alterações físicas mas apresentam necessidades especiais, necessidades educacionais, conhecida também como dificuldades de aprendizagens.
Percebemos que aos poucos a inclusão vai acontecendo, porém acredito que é preciso que os profissionais da educação se especializem mais para trabalharem com a inclusão promovendo o desenvolvimento do aluno e não apenas considerando suas limitações como empecilhos. É preciso reconhecer nossas falhas assim como fez Itard, considerando que seus métodos não estava sendo suficientes.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

USO DO TEMPO
Visitando o eixo V do curso de Pedagogia da UFRGS e relembrando as atividades de Seminário Integrador V sobre a organização do tempo e os Planos Individuais de estudos percebi que desde lá já estávamos sendo preparadas para uma vida estudantil de planejamento, para uma vida regrada, onde a organização seria crucial para o nosso desenvolvimento, para a nossa superação, para o nosso crescimento enquanto profissionais, quanto alunos, enquanto pessoas.
Revendo a tabela de uso do tempo preenchida por mim em 2008/2 percebi o quanto era necessário organizar e cumprir com o planejamento das minhas atividades diárias para que eu realmente conseguisse realizar todas. Hoje, quatro semestres depois, necessitando de tempo para realizar meu TCC percebo o quanto esta organização é importante, pois quando levo mais tempo do que o planejado para realizar uma tarefa, falta tempo para realizar as tarefas seguintes, e como conciliar lazer com final de faculdade? como ter tempo para família sem se preocupar com o TCC? impossível, todo segundo é valioso para a realização deste trabalho.
Já o Plano Individual de Estudos me fez lembrar das minhas metas para o V semestre, me fez relembrar os conhecimentos que eu gostaria de adquirir naquele momento. Hoje meus interesse mudaram, acredito que devido a minha experiência de estágio com a Educação Infantil, hoje só busco aprendizagens relacionadas a esta área. Como é bom relembrar nossas curiosidades e nossos planejamentos, como é bom reviver momentos importantes da nossa vida e como é bom ter estes momentos registrados!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

FECHAMENTO DO MÊS DE SETEMBRO


Pensando na proposta do meu TCC, que teve algumas mudanças na organização da pergunta: "Que efeitos podem ser percebidos pela mediação da professora nas brincadeiras infantis?" e relacionando com as reflexões postadas neste blog durante este mês, de setembro, considero que a mediação do professor auxiliará o aluno a compreender/assimilar suas novas descobertas, seus novos conhecimentos quando propiciar ao educando momentos de inquietações, de questionamentos pessoais que o levarão a busca de respostas. Não podemos desmotivar os alunos ou delimitar os campos de conhecimentos dando respostas prontas, ou informações que julgamos necessárias. É preciso que saibamos guiar os alunos a busca de respostas para suas dúvidas em diferentes meios, onde poderão compreender e construir novos conhecimentos.

Durante o mês de setembro voltei as interdisciplimas dos eixos I, II e III do curso de pedagogia a distância da UFRGS com o propósito de encontrar materiais que me auxiliassem na compreensão do meu trabalho de conclusão, por este motivo trouxe reflexões entorno da cultura do professor, pois considerei importante refletir sobre como a prática pedagógica é compreendida, história da infância, como foi construída a cultura da infancia, do ser criança e sobre as teorias de construção de conhecimento de Jean Piaget.

Estas reflexões me ajudaram a compreender que no momento em que conhecemos a nossa prática, o nosso aluno, a história e a cultura que está relacionada a cada envolvido no processo de aprendizagem exercemos com mais ética nosso trabalho, pois passamos a respeitar as limitações, as culturas, as diferenças de cada um.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Construção do Conhecimento - Piaget
Nesta semana, ao visitar o eixo III, tive a oportunidade de rever a interdisciplina de Ludicidade e Educação, esta, que durante meu estágio docente, o qual realizei com uma turma de Pré Escolar - Educação Infantil - me auxiliou na compreensão da importância do brincar no desenvolvimento dos alunos e na construção de conhecimentos.
Relendo alguns aspectos da teoria de Jean Piaget sobre a Construção do Conhecimento e as Fases do Desenvolvimento Infantil, percebi que em muitos momentos meus alunos demonstraram, através das brincadeiras, a fase do desenvolvimento (sensório-motor de 0 a anos, Pré-Operatório de a 7 anos, operatório-Concreto de 7 a 11 anos e Operatório-Formal dos 12 anos em diante) ao qual se encontravam e como a construção de conhecimento estava acontecendo.
É importante destacar que uma fase complementa a outra, por isso é imprescindível que a criança vivencie bem cada uma delas, porém, não existe uma regra, que garante que todas as crianças irão vivencias todas as fases e nem vivenciá-las na faixa etária adequada. Um exemplo disso é uma aluna que tive que aos 5 anos deveria estar vivenciando as experiências obtidas da fase Pré-Operatório, que tem por características o egocentrismo, a exigência por respostas que sejam convincentes, enfim, ainda está muito ligada a representação concreta das coisas. Porém, esta aluna demonstrava ainda vivenciar características da fase anterior, a fase Sensório-Motor, onde tem poucas noções de espaço, tempo e não consegue observar as coisas e os fatos que estão ao seu redor e utilizá-los para construir algo para si. Como se fosse um bebê, que vê um brinquedo, mas ainda não sabe que pode pegá-lo.
Durante as observações percebi que os alunos vivenciavam frequentemente, quando estavam brincando, ações mentais que os ajudavam na construção de conhecimento, para estas ações Piaget da o nome de: Esquemas, Assimilação, Acomodação e Equilibração. Destas ações a mais fácil, em minha opinião, de ser observada é a Equilibração, que é um processo de passagem de ações que exigem menor para maior equilíbrio. Os alunos demonstravam constantemente os momentos aos quais perdiam o equilíbrio, isto ocorria geralmente quando esperavam que algo que estavam fazendo acontecesse de uma forma e isto não ocorria, então faziam um esforço enorme para Assimilar o que haviam feito e como deveriam fazer para que saísse da forma planejada, o que após conseguirem gerava a Acomodação, onde os alunos utilizam os conhecimentos que já possuem para organizar os novos, ou reorganizar os já obtidos a ponto de fazer dar certo o que planejam.
Hoje, refletindo para esta postagem procurei estabelecer relações entre a teoria de Construção de Conhecimentos, as Fases de desenvolvimento Infantil e a proposta do meu TCC, que é: Durante as brincadeiras, como a intervenção do professor pode auxiliar no desenvolvimento do aluno? Porém, a relação destas teorias com o meu trabalho de conclusão será abordado na próxima postagem, pois pretendo encontrar evidências que mostrem as intervenções e as consequências destas.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Visitando o Eixo II
Durante esta semana pude rever e reviver as atividades e aprendizagens obtidas no segundo semestre deste curso. Visitando as interdisciplinas que fizeram parte deste eixo encontrei na Interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo na perspectiva histórica um texto bem interessante de Manuel Jacinto Sarmento e Manuel Pinto, que aborda o seguinte tema: As crianças e a infância: definindo conceitos, delimitando o campo.
Meu objetivo era encontrar algo que me ajudasse na realização do meu TCC, que têm a seguinte questão: Durante as brincadeiras, como a intervenção do professor pode auxiliar na formação do sujeito?
O texto, de difícil compreensão, ajudou-me a refletir sobre como a infância vem sendo compreendida.
De modo geral, mostrou como os adultos conseguem pensar e criar leis que protegem a infância, sendo que ao mesmo tempo criticam as crianças quando se comportam com infantilidade, os adultos ao mesmo tempo que mandam as crianças brincar e acreditam que isso é importante para o desenvolvimento delas não compreendem o porque não param de brincar quando são mandadas parar.
Os autores destacam ainda que entre os direitos das crianças e da infância é possível encontrar: O direito a proteção, a provisão e a participação, mas que dentre estes o que menos é aplicado é o direito a participação. Como, diante das limitações da idade, podemos deixar que exerçam o direito a participação? Acredito que quando pensamos em estabelecer um desenvolvimento infantil através do brincar, este que faz da criança autônoma no seu processo de desenvolvimento estamos tentando deixar que exerçam a participação. Acredito que na educação infantil o brincar garante as crianças a participação efetiva no seu desenvolvimento.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

M
Miguel Arroyo - Uma breve reflexão sobre a cultura do professor
Revendo o que foi estudado no Eixo I, na Interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo me deparei com o texto "Certezas nem tão certas", escrito por Miguel Arroyo, retirado do seu livro Ofício de Mestre que me fez refletir sobre a resistência estabelecida pelos educandos às novas práticas educacionais.
No texto o autor aborda a postura ética do professor criticando profundamente as dificuldades expressadas pelos profissionais da educação quanto a compreensão e aplicação das mudanças necessárias na prática docente, referindo-se principalmente a avaliação, a reprovação e a organização da escola.
O autor explica que o professor ao longo dos anos foi formando uma cultura que o sustentou por muito tempo, cultura esta que o deixava seguro, crenças e valores que jamais eram levados a discussão, simplesmente eram repetidos anos após anos. Porém em meados do século XX é possível observar uma crise no sistema educacional. Esta crise situa-se até a atualidade e provoca muito desconforto, insegurança e medo nos educadores. Ha muitas tentativas de estabelecer novos métodos de ensino, de avaliação, de planejamento que vira e mexe estão enraizados ao antigo modelo e isto ocorre por medo, medo de não se reconhecer a identidade do professor, medo de não conseguir exercer a função garantindo a disciplina, enfim, medo de não entender/compreender o sentido da profissão.
Durante o meu estágio resisti ao aplicar a metodologia dos PAs, pois considerava e ainda considero um tanto quanto difícil para a educação infantil, porém deixei o tempo passar e não me arrisquei a pensar em adaptar esta metodologia para utilizá-la com o grupo que estava trabalhando. Neste sentido agi assim como nos diz Miguel Arroyo, com medo, agarrei-me as certezas que protegiam minha tranquilidade, mas ao contrário dos relatos do autor, não dormi em paz com a minha consciência, hoje tenho ainda a dúvida se é possível ou não desenvolver PA com crianças da educação infantil.