domingo, 25 de abril de 2010

PERÍODO DE ADAPTAÇÃO
Estou estagiando em uma escola de educação infantil e assim como as crianças quando chegam na escola precisam de um tempo para adaptação para se identificar com o novo ambiente, com as novas relações, eu, durante estas duas semanas passei por esta experiência, estava me adaptando a tudo de novo que está acontecendo. Passei a entender melhor os sentimentos das crianças que chegam na escola tão pequenos e indefesos, deixando em casa o aconchego e a segurança do lar.
Nós, alunos da UFRGS não deixamos nada para trás, pelo contrario, acumulamos conhecimentos e experiências que nos ajudarão neste momento, porém, mesmo sabendo e reconhecendo esta bagagem cabamos nos sentido indefesos, inseguros, queremos fazer o melhor e aplicar o que sabemos, mas tememos não conseguir.
Estas duas semanas de adaptação me oportunizaram conhecer melhor a turma, a regente da turma e a escola. A cada dia que passou foi possível compreender um pouco melhor como é trabalhar com crianças tão pequenas, que adoram brincar e ouvir histórias. Esta experiência está sendo fantástica.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Início de Semestre - Início de Estágio
Iniciando o oitavo semestre deste curso sinto-me, mais do que nunca, preocupada. Há alguns dias estarei em sala de aula realizando o estágio, colocando em prática tudo o que estudamos ao longo destes quatro anos.
Não tenho experiência profissional na área e isso me encomoda, pois quero formar sujeitos autênticos, autônomos, pesquisadores, insaciáveis e não sujeitos que reproduzem o que ouvem, lêem. E me pergunto: Será possível fazer a diferença na vida destas crianças? Como? Como ajudá-los a descobrir, redescobrir, recriar, reinventar o mundo? Que meios utilizar? Acredito que a experiência ajudaria neste momento!
Sei que a docência é uma prática que tanto pode levar o sujeito a buscar mais e mais, a querer construir, ou pode levar o sujeito a desistir, a não sentir prazer em aprender, a aceitar tudo que existe sem prever alternativas de modificação, de novas visões, entendimentos. Quero ser uma professora que saiba ver, ouvir, sentir os desejos, anseios dos alunos. Que consiga motivá-los e desperte neles o prazer por serem responsáveis pelo próprio desenvolvimento. Quero ser mediadora.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS
Analisando a terceira proposta de atividade solicitada pela Interdisciplina de Seminário Integrador VII para a recuperação intensiva fiquei um pouco apreensiva, pois conhecendo o trabalho com Projetos de Aprendizagens e classificando esta metodologia como uma arquitetura pedagógica senti-me na obrigação de produzir algo que fosse tão bom quanto o PA. Agregar elementos que leve o aluno a construir conhecimentos utilizando a web não é algo fácil, exige tempo e principalmente consciência do que realmente queremos que nossos alunos aprendam, que tipo de sujeito queremos formar, enfim, não é uma tarefa fácil. Estou pensando, refletindo mas parece que nada está bom!! Vou continuar tentando!!
??Como levar o outro a aprender??
Nesta semana, visitando o fórum no Rooda fiquei me questionando sobre uma questão lançada pela professora Eliana: "...de acordo com a metodologia de PA, como o sujeito (sejam eles crianças, jovens ou adultos) aprendem? Como é possível levar o outro a aprender? Que ações precisam ser acionadas/disparadas para levar o outro a aprender? O que essa metodologia nos diz sobre isso?" (esta pergunta renderia um ótimo trabalho de pesquisa). Refletindo sobre isso é possível destacar que a aprendizagem se dá através do envolvimento do sujeito com o objeto de estudo, sendo extremamente importante que o sujeito sinta-se instigado pela curiosidade, ou pela dúvida/incerteza a buscar respostas para suas perguntas, para tanto, o professor sendo mediador e exercendo sobre o aluno o papel de instigador, irá guiá-lo a construir, reconstruir, reformular conhecimentos.
Analisando a metodologia do PA destaco que é necessária a combinação de elementos que levarão o sujeito a construir conhecimentos que serão significativos para seu desenvolvimento, pois ele que decidirá o que quer aprender. Na minha opnião a autonomia e a investigação são os principais elementos necessários para uma educação emancipatória, que levam o aluno a busca espontânea pelas respostas de suas dúvidas, pelo conhcimento. A educação para a investigação propicia ao aluno a descoberta do novo ou ainda a reconstrução de teses e conceitos que sejam significativos para o sujeito, que constrói através de experimentações, simulações... Contudo a combinação destes elementos propicia o desenvolvimeno do aluno valorizando seus ideais.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

PENSANDO EM ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS
Após a leitura do texto Arquiteturas Pedagógicas para a Educação a Distância, das autoras Marie Jane Soares Carvalho, Rosane Aragon de Nevado e Crediné Silva de menezes compreendi a importância de desenvolver uma prática educativa voltada para a incerteza, motivando o sujeito a buscar respostas para as suas dúvidas, ciriosidades, utilizando-se de debates, trocas e construções coletvas e colaborativas, onde o sujeito ganha espaço para exercer a autonomia, esta que propicia a busca e construção natural, pois o sujeito quando autônomo interage e se expõe a trocas de forma expontânea, encontrando nas idéias divergentes uma forma de refletir e construir/reestruturar suas concepções.
Como é importante pensar em uma educação que privilegie o desenvolvimento do sujeito e o faça pensar, criar, transformar!!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Projetos de Aprendizagens
Nesta primeira semana de estudo tivemos a oportunidade de rever os textos referentes a metodologia de projetos de aprendizagens que mais uma vez nos fizeram refletir sobre a importância e os benefícios desta prática dentro das escolas.
Esta metodologia visa partir das curiosidades dos alunos, o que o impulsionaria a buscar, a construir conhecimentos e aprendizagens, além de propiciar momentos de reflexão sobre os próprios conhecimentos sobre sua curiosidade, destacando o que acha que sabe e o que acha que não sabe nas certezas e dúvidas. Um espaço que viabiliza o auto conhecimento, uma auto-avaliação e estimula a autonomia pela busca e superação. Ao longo do trabalho é extremamente necessário que a questão inicial, que surge através da curiosidade, seja retomada, assim como as certezas e dúvidas, para que o aluno constinue a exercer a reflexão e destaque o que ainda deseja conhecer, o que já construiu de conhecimento, ou seja, o que ainda é dúvida, o que não é mais certeza, ou o que é....
Considero esta metodologia importante pois possibilita trocas, construção coletiva, embates de idéias... o que faz o aluno aprender interagindo, discutindo, argumentando, se posicionando.
Esta prática possibilita que o aluno crie, construa, se posicione, pense por si e compreenda as coisas de formas diferentes, com olhares diferentes.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

REFLETINDO SOBRE LIBRAS

Ao interagir com a interdisciplina de LIBRAS percebi que, antes do início deste semestre, nunca havia parado para pensar sobre a existência de pessoas surdas. Quando me refiro que não pensei sobre a existência de pessoas com surdez, quero dizer que não havia parado para refletir sobre a forma de vida, de socialização, comunicação, aprendizagem, desenvolvimento dos mesmos. Parando para realizar as atividades propostas por esta interdisciplina, percebi que já conhecia uma criança surda, mas não me recordava, talvez por não ter dado importância e/ou por achar que nunca iria conseguir me comunicar com ela.
Hoje, tendo consciência da importância de conhecer esta cultura, não somente porque sou professora e posso vir a ter um aluno com surdez, mas para que possa realmente estabelecer relação entre meu discurso que se refere ao dever de construir uma sociedade para todos, acolhendo as mais diversas diferenças, com minha prática. Só será possível construir esta sociedade se não tratarmos a Língua Brasileira de Sinais, ou tantas outras manifestações culturais deste e de outros grupos, como algo só para os surdos ou só para quem acredita ou necessita. Conhecer a língua utilizada por este grupo é garantir que possam se comunicar com o mundo de forma natural, assim como acontece à comunicação através da língua portuguesa. Aliás, se a LIBRAS é reconhecida como língua oficial deste país, que possui estruturas gramaticais que a fundamentam, porque esta não aparece nos currículos escolares assim como a língua portuguesa? No mesmo momento em que a lei tenta incluir a prática exclui e este é um dos motivos pelo qual estamos hoje em um curso de pedagogia discutindo a importância do conhecimento e reconhecimento desta língua, esta que deveria estar presente nas discussões de nossos alunos desde a entrada destes na escola, ou ainda, esta deveria ser ensinada pelos pais desde o nascimento.
Não podemos olhar para as pessoas surdas e julgá-las “diferentes”, “deficientes”, “limitadas”, pois assim julgaríamos que nós, ditos “normais” seriamos o modelo de perfeição, sendo que em uma visão inclusiva não podemos evidenciar modelos, estereótipos sociais. O que devemos é reconhecer que somos todos diferentes, cada um com especificidades correspondentes ao grupo étnico, as experiências... que vivenciamos.
A comunidade dos surdos, que é formada também por pessoas ouvintes, estas que podem ser interpretes, ou apenas simpatizantes (geralmente familiares de surdos) é organizada e busca garantir os direitos previstos em lei, onde garante a valorização desta cultura e o reconhecimento da forma de vida, aprendizagem, comunicação deste grupo. A LIBRAS não sendo uma língua universal, mas própria de cada país, tem suas especificidades que variam de acordo com cada região, influenciada pelas culturas étnicas existentes.
A língua brasileira de sinais é uma forma eficiente de possibilitar o desenvolvimento lingüístico e a construção de aprendizagens as pessoas com surdez, portanto é extremamente necessário valorizar esta forma de comunicação e de relacionamento para que estas pessoas possam, sem vergonha, reconhecer-se surdo e construir uma identidade enquanto sujeitos.
Hoje sem muitos conhecimentos desta língua iria utilizar-me de gestos e mímicas para me comunicar com pessoas surdas, não seria totalmente compreendida e nem compreenderia totalmente, mas seria um começo. O simples fato de não evitar o contato, de não ter vergonha, receio, ou de olhar para o sujeito com surdez como um individuo “normal” já seria um começo bastante significativo.
O conhecimento desta cultura é a forma mais correta de interagir sem comprometê-la, sem desfazê-la ou sem influenciá-la a ponto de torná-la “comum”, sem características singulares, somente dela.